Tem gente que acha que vir pro Catimbau é só botar o tênis, pegar a garrafinha d’água e sair trilha acima. Mas já pensasse que esse pedaço do sertão guarda tanta coisa massa que, se tu só fizer trilha, vai voltar pra casa sem metade da história pra contar.
Então anota aí: se tu não fez essas três coisas, tu precisa voltar e, dessa vez, aproveitar direito com a gente!
Visitou o Museu de Buíque?
Rapaz, o Museu de Buíque é o tipo de lugar que parece pequeno, mas guarda um mundaréu de memória.
Ali tem de tudo um pouco: artefatos antigos, fotos, história do cangaço, espaços para escritores, música, fósseis, e até achados arqueológicos que mostram que essa terra tem mais passado do que muito livro por aí.
O bom é que o passeio é leve, cheio de curiosidade e aquele jeitinho de conversa boa que só o povo daqui tem. É impossível sair de lá sem aprender uma coisa nova (e sem se apaixonar um pouquinho mais por esse pedaço de mundo).
Parou pra prosear com o povo?
Oxe, essa é das melhores partes!
Entre uma trilha e outra, vale sentar na calçada, pedir um copo d’água ou outra bebida e deixar o tempo correr. O povo daqui tem história pra dar e vender. Cada um tem um causo, uma lembrança, uma risada pronta.
É assim que a gente entende o sertão de verdade, no olhar e na sabedoria de quem vive aqui.
Ficou pra ver o pôr do sol?
Agora se tu veio pro Catimbau e não ficou pra ver o pôr do sol... tu perdeu o grand finale!
O céu daqui é uma obra de arte, visse? O laranja se espelha nas rochas, o vento esfria devagarinho, e o silêncio toma conta do vale.
Sem contar a parte noturna do céu que aí vamos deixar para outro texto aqui,
Este, é o tipo de beleza que não precisa de legenda, só de um respiro fundo.
Aqui, o encanto está nos detalhes das coisas mais simples.
Então da próxima vez que tu vier pra cá, não se aperreie com pressa de trilhar tudo de uma vez. Vem com calma, porque o Catimbau é pra sentir, e quem sente, volta.
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Carnaval chega e o povo já sabe que é multidão, sobe e desce ladeira, sol rachando, fila para tudo e aquela luta durante sete dias por uma garrafinha d’água, ou talvez, aquela 3 por 10 gelada. Tem quem ame, tem quem aguente e tem quem chegue no meio da festa pensando: “era disso que precisava mesmo?”
A gente sabe que existem lugares que a gente visita, tira uma foto e pronto, automaticamente parece que tudo aquilo perde a graça ou a magia. Mas também existem lugares que fazem a gente parar, respirar fundo e pensar: “Rapaz… isso aqui é de verdade? Não precisava nem de filtro.”