Tem gente que se guia por GPS, mas como eu sou puxa saco vou te dizer que aqui no sertão, o céu é tão magnífico que poderíamos nos guiar pelas estrelas. Até porque antes de relógio, antes de estrada, antes de poste aceso, o céu era o mapa.
E no Catimbau, ele continua sendo.
Aqui, quando a noite chega, o mundo desliga as luzes e o céu assume toda beleza para si. Não é exagero dizer que o Catimbau é um dos poucos lugares onde ainda dá para ver o firmamento como nossos ancestrais viam: aberto, profundo, cheio de caminhos luminosos desenhados no escuro.
O Catimbau está numa área de baixíssima poluição luminosa. Traduzindo para nosso português do mato: não tem clarão de cidade, não tem luz ofuscando as estrelas, não tem barulho atrapalhando o silêncio.
O resultado disso é um céu limpo, recortado de pontos brilhantes. É o tipo de céu que faz a gente lembrar que o mundo é grande e a gente pequeno.
Por isso, o céu é bonito o ano inteiro, mas tem épocas em que ele resolve caprichar.
As noites mais secas, com menos nuvens e vento manso, costumam ser as queridinhas de quem ama observar estrelas. Nessas noites, o céu fica mais nítido, mais profundo. Cada constelação aparece como se tivesse sido desenhada à mão.
Quando a lua está nova ou em fase crescente discreta, o espetáculo fica completo. A ausência de luz forte deixa as estrelas livres para brilhar. É nessas noites que o sertão vira palco desse céu.
E é por isso que os melhores lugares para observar são entre trilhas, mirantes e vales abertos, o Catimbau oferece cenários perfeitos para a observação noturna. Com lugares altos, afastados e silenciosos.
Observar o céu no nosso céu não é só olhar para cima.
É escutar.
É silenciar.
É se permitir sentir pequeno sem se sentir perdido.
Com o guia, essa experiência ganha outra camada. A constelação deixa de ser só um desenho bonito e vira história desse lugar.
Se tu anda com a cabeça cheia, o coração apertado ou o mundo barulhento demais… talvez o que esteja faltando seja isso: uma noite de sertão, um céu limpo e tempo para olhar.
Marca com aquele teu amigo astrônomo amador, aquele que vive falando de estrela, lua e planeta. Ou vem só.
Vem descobrir a história que as estrelas ainda contam do mesmo jeito que contavam para quem veio antes da gente.
No Catimbau, o céu guia, ensina e acolhe.
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Carnaval chega e o povo já sabe que é multidão, sobe e desce ladeira, sol rachando, fila para tudo e aquela luta durante sete dias por uma garrafinha d’água, ou talvez, aquela 3 por 10 gelada. Tem quem ame, tem quem aguente e tem quem chegue no meio da festa pensando: “era disso que precisava mesmo?”
A gente sabe que existem lugares que a gente visita, tira uma foto e pronto, automaticamente parece que tudo aquilo perde a graça ou a magia. Mas também existem lugares que fazem a gente parar, respirar fundo e pensar: “Rapaz… isso aqui é de verdade? Não precisava nem de filtro.”