Antes de existir palavra escrita, existiu parede pintada.E o Catimbau guarda uma das maiores coleções do Brasil: mais de 42 sítios arqueológicos catalogados, atrás só da Serra da Capivara. Não é pouca coisa não.
Há pelo menos 6 mil anos, alguém pegou tinta feita de pedra moída e registrou naquele paredão o que caçava, o que dançava, o que vivia. Sem imaginar que, milênios depois, gente atravessaria o sertão só pra tentar decifrar o recado.
São duas "assinaturas" diferentes espalhadas pelo Vale. A tradição Nordeste, mais antiga, com traços geométricos que parecem código. E a Agreste, mais figurativa: gente e bicho em movimento, cenas congeladas no tempo.
No sítio de Alcobaça, um paredão em formato de anfiteatro, dá pra ver grupos diferentes pintando um por cima do outro, cada um deixando sua marca na mesma pedra. Na Loca das Cinzas, uma cena de dança resiste há milhares de anos. E no Sítio dos Homens Sem Cabeça, um dos registros mais intrigantes do parque: uma pintura que os pesquisadores associam a uma batalha entre povos da região. Ninguém sabe o que aconteceu ali. O desenho ficou, teimoso, esperando quem quisesse perguntar.
Caminhar pelo Catimbau é pisar em cima de uma história que ainda não foi totalmente contada. E ter quem sabe onde olhar é a diferença entre ver uma pedra e ver um pedaço do passado.
Bora decifrar de perto o que essas rochas guardam? A Guia de Montanha te leva até lá.
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Tem foto que enche o cartão de memória. E tem foto que muda a forma como você enxerga o mundo. No Catimbau, os dois tipos acontecem no mesmo clique, viu. Separamos 5 pontos que resumem o melhor desse vale, sempre com um guia que sabe o horário exato e o ângulo certo pra cada um deles.