Entre o Agreste e o Sertão de Pernambuco, vive um povo ancestral, os Kapinawá, cuja história se entrelaça com a terra, a identidade e a espiritualidade ao longo dos séculos.
Na década de 80, diante das intensas invasões dos fazendeiros em seu território, os Kapinawá deram voz à sua resistência com o "Corte dos arames". Foi um grito de bravura contra a ganância dos latifundiários, que tentavam usurpar as terras ancestrais.
Essa história de luta e resistência é transmitida de geração em geração, inspirando e fortalecendo a identidade do povo Kapinawá, que mesmo diante da negação forçada de sua identidade indígena, a força ancestral os impulsionou a resgatar suas raízes e celebrar sua cultura com orgulho.
Apesar de perderem a língua ancestral devido à repressão, mantêm sua identidade viva. As tradições Kapinawá permanecem desde as danças vibrantes do toré até os rituais sagrados e os cânticos que ecoam pelos vales. Através do canto, os Kapinawá se conectam com os encantados, seres ancestrais que os guiam e protegem, em uma profunda relação com a terra, o ar, o vento e a natureza. E as Furnas são cavernas sagradas que servem como portais para o mundo espiritual, onde os encantados residem e os rituais ancestrais são realizados.
No entanto, o coração sagrado dos Kapinawá está sob ameaça com o avanço do desmatamento ilegal no Parque Nacional do Catimbau. Mas, unidos pela força da comunidade, eles protegem seu legado, seu território e sua cultura, mantendo viva a essência Kapinawá para as futuras gerações.
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Carnaval chega e o povo já sabe que é multidão, sobe e desce ladeira, sol rachando, fila para tudo e aquela luta durante sete dias por uma garrafinha d’água, ou talvez, aquela 3 por 10 gelada. Tem quem ame, tem quem aguente e tem quem chegue no meio da festa pensando: “era disso que precisava mesmo?”
A gente sabe que existem lugares que a gente visita, tira uma foto e pronto, automaticamente parece que tudo aquilo perde a graça ou a magia. Mas também existem lugares que fazem a gente parar, respirar fundo e pensar: “Rapaz… isso aqui é de verdade? Não precisava nem de filtro.”