Tem lugares no Catimbau que impressionam pelos paredões gigantes.
Tem outros que encantam pelo pôr do sol, mas existe um canto especial que faz a gente desacelerar e lembrar que trilha boa não é só sobre paisagem, é sobre pessoas e momentos
Esse canto é o Quilombo Mundo Novo.Um pedaço de história pulsante no coração do Parque Nacional do Catimbau. Uma comunidade que não só existe ali, mas resiste e fortalece.
E quem visita entende rapidinho por que esse lugar mexe tanto com o coração da gente.
O Quilombo Mundo Novo não é só uma comunidade quilombola. É uma família extensa, de raízes profundas, tão profundas quanto as do umbuzeiro que protege o terreiro e dá sombra.
Eles carregam histórias de antepassados que fincaram vida ali quando o tempo ainda era contado no olho do sol.
Quando a gente chega, percebe logo que a força do Mundo Novo não está só na terra. Está no jeito de viver.
O visitante sente também pelo canto, dança, conversa fiada e até os mais simples costumes que a cultura quilombola vive ali com força, orgulho e continuidade.
As crianças crescem ouvindo as histórias dos mais velhos.
Os mais velhos continuam repassando saberes que não cabem em nenhum livro.
É quando o visitante percebe que o Catimbau não é só geologia, não é só trilha, não é só céu estrelado.
É gente.
Gente que faz o parque ter alma.
E é por isso que ninguém conhece o Catimbau como quem nasceu ali. Ninguém entende as plantas, a chuva, os ciclos, as rochas, o tempo…
como quem depende disso para viver.
O Quilombo Mundo Novo preserva saberes que ajudam a proteger o Parque. Eles mantêm práticas tradicionais que respeitam a terra, cuidam do território, fortalecem a identidade do Catimbau e acolhem os visitantes com um senso de pertencimento que nenhum guia que só aprendeu no papel ensina.
O Catimbau é bonito por natureza, mas é bonito principalmente porque tem gente que cuida.
E por isso dizemos, visitar o Catimbau sem conhecer o Mundo Novo é ver só metade da história.
Agende sua expedição com um guia credenciado e venha conhecer o Catimbau que não está só nas pedras, está no coração das pessoas.
Trilhar é bom, mas pertencer… ah, isso é outra história.
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Carnaval chega e o povo já sabe que é multidão, sobe e desce ladeira, sol rachando, fila para tudo e aquela luta durante sete dias por uma garrafinha d’água, ou talvez, aquela 3 por 10 gelada. Tem quem ame, tem quem aguente e tem quem chegue no meio da festa pensando: “era disso que precisava mesmo?”
A gente sabe que existem lugares que a gente visita, tira uma foto e pronto, automaticamente parece que tudo aquilo perde a graça ou a magia. Mas também existem lugares que fazem a gente parar, respirar fundo e pensar: “Rapaz… isso aqui é de verdade? Não precisava nem de filtro.”