Conheça o incrível Parque Nacional do Catimbau


Conheça o incrível Parque Nacional do Catimbau

Conheça o incrível Parque Nacional do Catimbau

Um lugar onde parece que o tempo não passou. Várias marcas da história do nosso planeta e da humanidade.

Nesse lugar é possível conferir, a olho nu, provas de que o sertão já foi mar, confirmando as tantas letras de canções e poesias nordestinas.

Deixa eu te contar em uma história rápida. Vamos voltar ao período devoniano.


Imagem: Masato Hatori

Nessa época era apenas uma porção de terra sobre as águas do planeta azul onde vivemos. A Pangeia. 

Há mais de 400 milhões de anos atrás, isso mesmo, quatrocentos Mi-lhões, enquanto ainda se desenvolvia a vida aquática e esses então se transformavam em anfíbios, a flora também ganhava força e as placas tectônicas estavam em movimento causando uma grande reconstrução geológica, a chamada deriva continental.

Imagem: Revista Superinteressante, Editora Abril

Houveram divisões de continentes, surgindo então a Gondwana, que continha tudo o que conhecemos hoje como Antártida, parte da África, América do Sul e Oceania. Durante o processo o mar tomou conta de todos os novos espaços em meio à terra, fazendo com que grande parte da superfície visível hoje ainda estivesse submersa. 

Mas tudo ainda continuou em movimento. E à medida que o tempo passou, marcas da erosão ficaram registradas nas rochas sedimentares. Veja abaixo as linhas horizontais nas paredes.

Imagem: @diegolins.fot

Essas formações tem diversas cores e formatos, resultando em momentos incríveis durante horários específicos do dia, quando a luz do sol, se pondo, ilumina o vermelho alaranjado que estampa o Vale do Catimbau. Cores essas que vem da argila e do óxido de ferro presentes no arenito das rochas. Também é possível ver a variação de cores facilmente nas formações de lapiais. Dá uma olhadinha na foto abaixo.

Imagem: @diegolins.fot

Nessas paredes milenares além dos grafismos naturais encontram-se vários registros de pessoas que passaram por aqui há cerca de 6 mil anos. Inscrições rupestres de três tradições diferentes: Nordeste, que tem as pinturas mais antigas com mais de 6 milênios, Agreste, que é expressada de formas que não conseguimos decifrar, e Itacoatiara, que se compõe de gravuras em baixo relevo escavadas em rochas. Todas possuem importância histórica incalculável. 

Imagem: @diegolins.fot

Ossadas com 6 mil anos também foram encontradas neste paraíso. A ossada humana mais antiga encontrada no estado de Pernambuco, em 1969, do período pré-cabralino, e a ossada de um animal da megafauna, encontrada em 2009, o megatério. Uma espécie de preguiça gigante que habitou nosso continente entre 8 e 10 mil anos atrás. 

Imagem: @diegolins.fot

Muita coisa interessante, né? Você ainda não viu nada. 

O Parque Nacional do Catimbau tem aproximadamente 62 mil e 300 hectares de área de proteção ambiental, tudo administrado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Bioconservação). A sua extensão territorial abrange 4 municípios: Sertânia, com sua menor parte, Ibimirim, Tupanatinga e Buíque, onde está seu acesso principal e hoje recebe o nome da Capital das pinturas rupestres no Brasil.


Imagem: @diegolins.fot

O turismo vem se desenvolvendo aos poucos na região. Hoje é possível caminhar por 13 trilhas oficiais, como por exemplo a trilha das torres, a trilha do santuário, o roteiro pré-história, a trilha dos cânions, entre outras tão incríveis quanto as já citadas. Destaca-se também a Fazenda Porto Seguro, popularmente conhecida como a Vila de Meu Rei, que ganhou esse nome após a chegada do Israel Sadabe, homem sábio que teve muitas famílias o seguindo. Mas essa história fica pra um outro artigo, fechado?

Imagem: @diegolins.fot

Um artigo de blog é pequeno para tanta maravilha que se encontra nesse lugar incrível que é o Parque Nacional do Catimbau. 

Tem tanta coisa interessante que fica difícil deixar algo de fora aqui nesse texto. Pensando nisso que tal entrar em contato com a gente e reservar uma data pra sua aventura, hein?


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