Dia Internacional dos Povos Indígenas:


Dia Internacional dos Povos Indígenas:

Dia Internacional dos Povos Indígenas:

Antes de virar destino de trilha, o Catimbau já era território de gente. E ainda é.


O Vale é lar do povo Kapinawá, que ocupa de forma tradicional as terras entre Buíque, Tupanatinga e Ibimirim há gerações. Foi só em meados dos anos 1970, em meio à luta contra grileiros que tentavam tomar suas terras, que os Kapinawá se reconheceram oficialmente como indígenas perante o Estado — mas a presença deles no território é muito anterior a esse reconhecimento formal. Parte do território sagrado Kapinawá está sobreposto ao Parque Nacional do Catimbau, e até hoje a comunidade segue em luta pela demarcação plena dessas terras.


Um símbolo forte dessa cultura é a jurema, árvore sagrada pros Kapinawá, tratada como ponte entre o mundo dos vivos e o dos ancestrais. Ela também carrega um significado que qualquer sertanejo reconhece: corta, queima, seca — e na primeira chuva, rebrota. Resistência que se repete na terra e no povo que dela cuida.


Pernambuco, aliás, é o quarto estado do Brasil em número de povos indígenas mapeados, com etnias como Atikum, Fulni-ô, Kambiwá, Kapinawá, Pankará, Pankararu, Pipipã, Truká, Tuxá e Xukuru espalhadas pelo território. Uma diversidade que raramente aparece no que se conta sobre o estado, mas que segue viva, resistindo e ensinando.


No Dia Internacional dos Povos Indígenas, o convite que a gente faz é simples: caminhar pelo Catimbau reconhecendo de quem é essa terra. Cada trilha que a gente percorre atravessa história, ancestralidade e um povo que segue lutando pra manter viva sua cultura.


O Guia de Montanha te leva pra sentir isso de perto — com respeito por quem chegou primeiro.


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