Quem pisa no chão do Catimbau sente logo que tem história ali. E essa história também é do povo Kapinawá, que há mais de 50 anos luta pra proteger o que é seu: o território, a memória e o modo de viver.
Nos anos 70, durante a "Guerra do Corte dos Arames", eles começaram a reagir contra grileiros que cercavam suas terras. Cortaram arames, enfrentaram ameaças e reafirmaram sua identidade indígena. Em 1981, um confronto com jagunços terminou em mortes e mostrou ao país a gravidade da luta.
Um documento de 1874, assinado pela princesa Isabel, confirmou a doação dessas terras aos antepassados Kapinawá, fortalecendo ainda mais o movimento por reconhecimento.
A homologação da Terra Indígena Kapinawá veio em 1998, mas, em 2002, a criação do Parque Nacional do Catimbau acabou afetando parte da comunidade e a luta ganhou um novo capítulo por parte das comunidades que se viram impactadas pela criação da unidade de conservação, buscando conciliar a proteção ambiental com seus direitos territoriais e a manutenção de suas vidas nas terras ancestrais.
Hoje, os Kapinawá seguem firmes, honrando cada passo e cada tradição. Cuidam da terra com o mesmo amor com que contam suas histórias, cantam seus cantos e dançam seu Toré.
Preservar o Vale também é respeitar quem sempre cuidou dele.
Viva o povo Kapinawá e viva o Catimbau com memória e raiz!
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Muita gente chega ao Vale do Catimbau esperando apenas belas paisagens e boas trilhas. E de fato elas estão lá. Mas quem conhece o lugar de verdade sabe que a experiência no Catimbau vai muito além de caminhar entre formações de pedra. Existem detalhes que muitas vezes passam despercebidos, especialmente quando a visita é feita sem orientação adequada.
Visitar o Vale do Catimbau é muito mais do que percorrer trilhas ou admirar paisagens impressionantes. Para quem caminha entre seus vales, paredões de pedra e formações esculpidas pelo tempo, o lugar também se transforma em uma grande sala de aprendizado ao ar livre.
Quem visita o Vale do Catimbau pela primeira vez costuma se impressionar com a dimensão das paisagens. Paredões de pedra, vales profundos, torres naturais e formações rochosas que parecem esculturas gigantes espalhadas pela região criam um cenário que lembra uma grande galeria natural. Não é por acaso que muitos descrevem o Catimbau como um verdadeiro museu a céu aberto.