Num tempo em que tudo corre, que as pessoas querem chegar antes de sair, que o turismo vira consumo… trilhar devagar é quase um ato político. É um jeito de dizer “eu tô aqui por inteiro”.
Quando a gente anda pelas trilhas do Catimbau sem pressa, com o coração aberto e os sentidos atentos, descobre um outro tempo. O tempo da natureza, o tempo da escuta e do cuidado.
Trilhar devagar é praticar o turismo consciente para sentir o vento que passa entre os chapadões, reparar no detalhe da planta que resiste na seca, escutar o canto dos pássaros que só aparecem quando a gente silencia. É entender que cada passo pode ser leve, responsável e cheio de intenção.
Porque trilhar devagar também é resistir à lógica da pressa e do consumo, cuidar da terra como quem cuida de um bem sagrado, reconhecer e valorizar quem vive aqui, os saberes ancestrais, a cultura que pulsa no território. É transformar o jeito de viajar mais conexão, menos impacto.
No Catimbau, cada caminhada sem pressa é um convite pra ver com outros olhos, pra sentir com mais presença e pra respeitar com mais verdade. Até porque aqui ui, o caminho não é só paisagem, mas também aprendizado e muita vida.
Trilhar devagar também é transformar o caminho, a gente e o mundo. Simbora trilhar com a gente!
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Carnaval chega e o povo já sabe que é multidão, sobe e desce ladeira, sol rachando, fila para tudo e aquela luta durante sete dias por uma garrafinha d’água, ou talvez, aquela 3 por 10 gelada. Tem quem ame, tem quem aguente e tem quem chegue no meio da festa pensando: “era disso que precisava mesmo?”
A gente sabe que existem lugares que a gente visita, tira uma foto e pronto, automaticamente parece que tudo aquilo perde a graça ou a magia. Mas também existem lugares que fazem a gente parar, respirar fundo e pensar: “Rapaz… isso aqui é de verdade? Não precisava nem de filtro.”