No coração do sertão pernambucano, entre chapadões, cânions e trilhas que parecem saídas de um sonho, o tempo anda diferente. Ou talvez ele nem ande... só fique ali, quietinho, observando o passar dos dias, como quem cuida de um segredo antigo.
O Vale do Catimbau é mais do que um destino de natureza. É um portal que leva a gente pra outro tempo, um mergulho numa história que resiste há milênios. Quem chega aqui encontra paisagens esculpidas pelo vento, pela água e pela paciência do tempo.
São mais de 6 mil anos gravados em rochas, nas pinturas rupestres deixadas por povos originários.150 milhões de anos de formações geológicas que desafiam a lógica e encantam os olhos de quem vê em meio à caatinga viva, com a vegetação resistente e uma fauna cheia de surpresas.
Se tu vier caminhar pelo Vale, vai sentir a história nos ombros. Vai ouvir o chamado do silêncio, aquele que só existe em lugar sagrado. Aqui, no Catimbau, a pressa perde o sentido. O que vale é o agora a trilha feita com respeito, com o olhar atento pros detalhes que o tempo fez questão de guardar.
Aqui, o tempo não apaga. Ele revela. E cada passo seu pode ser o começo de uma descoberta. Cada visita é também um aprendizado, sobre a nossa própria relação com o tempo, com a terra e com quem veio antes de nós.
Conheço o Catimbau e sou caminhante porém gostaria de um lugar aonde crianças aguentem fazer o roteiro e tem uma estrutura de café da manhã
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Carnaval chega e o povo já sabe que é multidão, sobe e desce ladeira, sol rachando, fila para tudo e aquela luta durante sete dias por uma garrafinha d’água, ou talvez, aquela 3 por 10 gelada. Tem quem ame, tem quem aguente e tem quem chegue no meio da festa pensando: “era disso que precisava mesmo?”
A gente sabe que existem lugares que a gente visita, tira uma foto e pronto, automaticamente parece que tudo aquilo perde a graça ou a magia. Mas também existem lugares que fazem a gente parar, respirar fundo e pensar: “Rapaz… isso aqui é de verdade? Não precisava nem de filtro.”