Se a Montanha Falasse… A lição mais inesperada que o silêncio da natureza me ensinou


Se a Montanha Falasse… A lição mais inesperada que o silêncio da natureza me ensinou

Se a Montanha Falasse… A lição mais inesperada que o silêncio da natureza me ensinou

Tem coisa que a gente só entende quando para. E parar hoje em dia é quase um luxo, né? Mas a montanha e cada pedaço desse chão sabe ensinar sem fazer nenhum esforço. Não fala alto, não grita, não empurra ninguém. Só existe. E, no silêncio, a gente aprende a ouvir nossa própria voz e entende o que nem sabia que precisava.


Como Guia, a gente entende o poder de um nascer ou pôr do sol. De uma trilha quieta, paisagem parada. No sertão, até o silêncio tem personalidade. 


Mas são em momentos assim, naquele instante meio perdido no tempo, que recebemos nossa primeira lição: o silêncio não é ausência; é presença de nós mesmo. É quando o mundo abaixa o volume que a gente finalmente escuta o que precisa.


A natureza conversa com a gente do jeito dela, se perguntando pra que tanta correria se a vista mais bonita só aparece quando tu aprende a respirar no ritmo certo. E eu respirei. Lento, fundo, inteiro. Percebi há muitos anos que o silêncio da natureza funciona como um espelho. Ele devolve a verdade da gente sem filtro. 


Porém, enquanto eu caminhava, entendi outra coisa: o tempo da natureza não é o tempo da gente. A pedra que toquei com a mão já tinha visto mais amanhecer do que eu vou ver na vida toda, e mesmo assim ela estava ali, firme, tranquila, sem pressa de nada. Cada pedra desse Catimbau me mostrou que nem todo problema merece a urgência que a gente coloca nele. Tem coisa que só se ajeita com calma, igual poeira que baixa depois da ventania.


E, por fim, a terceira lição veio como um abraço quentinho de mãe: a gente é pequeno, e isso é bom. Ali de cima, olhando aquele mundão aberto, entendi que ser pequeno não é fraqueza. Ser pequeno é ter espaço. Pequeno aprende, pequeno se encanta, pequeno cabe em qualquer canto que o coração quiser. A natureza desse Sertão, com seu gigantão silencioso, sussurra que é na humildade que mora a paz.


Desço cada uma dessas trilhas sentindo que alguma coisa em mim tem se ajeitado por dentro. Ela me lembra que viver não é só correr, produzir, resolver. Viver também é aquietar o espírito e ouvir o que o silêncio guarda.

E você, qual foi a lição mais inesperada que um momento de silêncio na natureza lhe ensinou? Às vezes basta sentar, respirar e deixar a montanha falar.



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